Moradores temem acidentes e relatam medo constante no entorno do Aeroclube do Amazonas
25/03/2026
(Foto: Reprodução) Moradores temem acidentes no entorno do Aeroclube de Manaus
Os dois acidentes registrados em menos de uma semana no Aeroclube do Amazonas, em Manaus, têm deixado moradores e trabalhadores da região apreensivos e com medo constante de novas ocorrências.
No último sábado (21), uma aeronave de instrução caiu logo após a decolagem dentro da área do aeroclube. Duas pessoas morreram. Imagens do local mostram que os destroços ficaram próximos a casas que ficam no entorno do aeródromo.
Já nesta terça-feira (24), uma segunda ocorrência foi registrada. Uma aeronave saiu da pista e parou em uma área de mata. Duas pessoas estavam a bordo e foram socorridas sem ferimentos.
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Nas proximidades do aeroclube existem casas e estabelecimentos. Quem vive pela área relatou que vive com uma insegurança diante da frequência de incidentes.
“Eu fico nervosa. Dá medo. De repente pode cair por aqui. A gente não sabe o dia de amanhã”, afirmou a autônoma Dilmara de Souza.
O empresário Oswaldo Pinho também demonstrou preocupação. “Existe a preocupação de, de repente, cair aqui nas proximidades, colidir com uma casa. Já aconteceu de cair aqui por perto e a gente fica meio receoso”, disse.
Fundado na década de 1940, o Aeroclube do Amazonas é uma das mais antigas escolas de aviação civil do país e a única em funcionamento na Região Norte. O espaço possui uma pista de aproximadamente 830 metros de extensão e cerca de 14 hangares, utilizados para instrução de pilotos, manutenção de aeronaves e operações de pequeno porte.
Desde 2023, após decreto federal, a administração do aeródromo passou a ser de responsabilidade da Infraero. A mudança gerou disputas judiciais entre empresários do setor e o governo federal.
A permanência do aeroclube em uma área cercada por residências e comércios é um problema antigo e ainda sem solução. Em 2018, uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) apresentou a proposta de transferência do espaço para o município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus. No entanto, até hoje, o projeto não saiu do papel.
Enquanto isso, os moradores seguem convivendo com a rotina de voos e o receio de novos acidentes.
“É uma preocupação diária dos moradores. De certa forma afeta a gente. Quem mora na parte de trás, tem um risco ainda maior”, relatou a empresária Raquel Lima.
Aeroclube de Manaus.
Aeroclube de Manaus/Divulgação/Emerson Drone